Dilma está por um fio, revela Economist

11/04/2016 07:42

Fonte:Agencia Brasil

Dilma está por um fio, revela Economist

Se o Legislativo brasileiro passasse a exercer a sua função com a mesma celeridade do processo de impeachment, o Brasil certamente seria um país menos atrasado. Graças à eficiência do Congresso Nacional, o futuro político da presidente Dilma, antes assegurado, está hoje “pendurado por um fio”, avalia a revista Economist. 

 Apenas 12 dias após a Comissão Especial do Impeachment na Câmara começar a analisar o processo contra a presidente, os parlamentares da comissão devem concluir seus trabalhos nesta quarta-feira, 6, entregando um relatório que deve pedir o afastamento da presidente.

A comissão tem 65 integrantes, dos quais 30 já se declararam a favor do impeachment. A oposição precisa de mais três votos para formar uma maioria. O parecer da comissão servirá como uma orientação ao plenário, que começa a votar o impeachment em votação aberta na próxima segunda-feira, 11.

Defesa

Na última segunda-feira, 4, o advogado-geral da União José Eduardo Cardozo apresentou à comissão a defesa da presidente contra a acusação de adulteração nas contas do governo, as chamadas pedaladas fiscais. Mas poucos deputados estavam prestando atenção. Eles consideram que estão julgando a presidente por má-gestão econômica e um escândalo de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores, e não apenas por sua contabilidade desonesta.

Os inimigos da presidente acreditam que depois que o PMDB, principal aliado da coalizão governista, abandonou o governo na semana passada, eles estão perto de conseguir os 342 votos necessários para mandar o caso ao Senado para julgamento. Atualmente, segundo analistas, 328 deputados irão votar a favor do impeachment, enquanto 105 são contra. Pelo menos 60 parlamentares permanecem indecisos.

Para complicar ainda mais o imbróglio político no país, na última terça-feira o ministro Marco Aurélio Mello, da Suprema Corte, ordenou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a abrir um processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer

 nos moldes daquele que tramita contra a presidente. Cunha protestou, e o Movimento Brasil Livre, de oposição, anunciou que pretende pedir a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Marco Aurélio por abuso de poder.


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